sábado, 15 de março de 2008

Previsão do tempo


"É sábado,dia de sair para passeio e tomar um banho caprichado. É uma pena, mas o clima está bem ruim. Tomem nota do que teremos que aturar: nuvens no céu na maior parte do dia com chuvas espassadas. Temperatura máxima de 22 graus e mínima de 18 graus, o que não é ruim para peludos. O asfalto e calçadas estarão úmidos, o que prejudicará a duração da limpeza de nossas patas. Nesse período, aconselho a tomar maior cuidado com as poças na rua e as árvores carregadas de água nas folhas que o vento insiste em bater justamente quando estamos passando debaixo delas. Atenção também aos carros que passam junto às calçadas - é banho extra na certa! Fora isso, relaxe e curta o final de semana!" Lua, dando seu depoimento durante o banho.

sexta-feira, 14 de março de 2008

quinta-feira, 13 de março de 2008

Bola - na boca e no pé



"Gostamos de brincar de bolinha. Eu, Margarida, sempre ganho do Donald porque sou mais forte e mais nova. Para desempatar, ele quer discutir futebol. O duro é que aí eu também sou mais forte, e o Donald odeia admitir isso. Em casa é assim, as mulheres são São Paulo e os homens, Santos. Na semana passada, pela Copa Libertadores, o Santos fez 1 x 0 no Chivas e o São Paulo ganhou de virada de 2 x 1 contra o Audax. É bem verdade que ambos ganharam em casa, Morumbi e Vila Belmiro vibraram. O negócio mesmo é ver quem vai ganhar fora, e de quanto. Esses jogos são sempre mais tensos e emocionantes. Enquanto isso não acontece, nós continuamos bons jogadores, sempre com a bola na boca. Sem fazer gols, mas treinando!"
Margarida, falando de sua preferência futebolística




quarta-feira, 12 de março de 2008

Desiguais em paz

Assim que meu "irmão" nasceu aprendi que ele seria diferente de mim. Antes, só havia dois adultos em casa e já estava acostumado com a rotina. Agora brinco mais e me adaptei aos apelos por atenção.
Dizem que os seres humanos são racionais e por esse motivo conseguem discernir o certo do errado. Não foi o que aconteceu na frente de uma escola antes de ontem. Uma garota brigou com outra e uma delas resolveu a situação ateando fogo no corpo da "inimiga". O resultado todos sabem - uma garota ferida e outra "fugida". Se alguns seres humanos não conseguem perceber que isso é muito errado, será que não seria mais fácil simplesmente adestrá-los? Nós, cachorros, pelo menos quando adestrados, nos comportamos muito bem. Por que isso acontece? É falta de educação? Ou de adestradores?" Pet Kovitch

terça-feira, 11 de março de 2008

A provação

"Olá, meu nome é Belinho. Eu era um gato de rua, recém-nascido, e por um descuido ou acidente sofri um trauma na coluna que me manteve paralisado. Me acolheram aqui na pet desde pequenino. Tomei minhas vacinas, fiz meus exames e compraram minha cadeirinha de rodas que me guiou até o final da vida. Fui amado e odiado. Aprontava as minhas, apesar dos meus donos nunca considerarem que minha condição era desculpa para arranhões e mordidas distribuídas a esmo. Nesse sentido era feliz. Paralisia era condição, não doença, e foi encarada assim até o final. Eu ouvi dizer que há um estudo com células-tronco que pode futuramente devolver ou oferecer a mobilidade à pessoas com problemas diversos, assim como o que tive. Fiquei feliz. Agora o senado irá votar a liberalização do uso dessas células. Eu torço para que eles aprovem. Para mim já é tarde, já estou no céu. Mas como todo anjo não consegue trabalhar sozinho, espero que o homem possa dar uma forcinha." Belinho, direto do céu olhando por nós.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Politicagem

"Ter ou não um futuro digno depende de várias coisas. Tenho amigos gatos que não tiveram a mesma sorte em serem adotados como eu e vivem da maneira que podem. Alguns constroem suas casas em muros, outros usam caixas de papelão. Todos, porém, procuram que seus lares estejam próximos de água encanada, energia elétrica, ambientes miniamente limpos, ruas asfaltadas, dentre outros. Para isso acontecer, o governo diz que precisa de dinheiro para investir. E desejo realmente que eles aprovem o investimento para que todos os lares tenham condições mínimas de sobrevivência. O crescimento do país inclui dar condições de vida a todos nós. Para mim, PAC não é somente Programa de Aceleração do Crescimento, mas Proteja, Acolha e Conceda."Felícia